A Nova Terra

nova jerusalémA NOVA TERRA

É indiscutível a possibilidade de haver uma nova terra, visto que os elementos ardendo serão transformados (2 Pd. 3.10–13). Isto é, o fogo renovará todas as coisas existentes de modo a serem novas. É nesta nova terra que a Cidade de Deus será estabelecida para sempre com algumas notáveis ausências: Não haverá Satanás, nem pecado, nem maldição, nem tristeza, nem dor, nem morte (Ap. 21.1–5). Estas primeiras coisas já passaram e cederam lugar à vida abençoada com a presença de Deus.

A cidade da vida é o lugar prometido pelo Senhor como habitação para os justos (Jo. 14.2,3). João viu a santa cidade, a nova Jerusalém, descendo do céu com os resgatados pelo sangue do Cordeiro (Ap. 21.2,3). Será um lugar de esplendor e grande beleza, a julgar pela ilustração fornecida pelo escritor, cuja edificação é de ouro, pedras preciosas e pérolas (Ap. 21.18–21). Este lugar delicioso é destinado somente aos purificados, que lavaram as suas vestes, pela fé, no sangue do Cordeiro (Ap. 22.14). Esta é a esperança que está reservada nos céus para os santos do Senhor (Cl. 1.5).

Naquela cidade corre o rio da água da vida, o qual serve como símbolo da vida aos escritores bíblicos (Ap. 22.1). O salmista diz que “há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus” (Sl. 46.4). Ezequiel viu um rio fluindo do Templo (Ez. 47.1–12). Zacarias viu águas fluindo de Jerusalém para Oriente e Ocidente (Zc. 14.8). E Jesus informou que Ele dá água viva a quem quiser beber (Jo. 4.10,14). Quem, pela fé, beber da água que Ele dá se tornará em rios de água viva de gozo e alegria (Jo. 7.37–39).

Também nela está a árvore da vida produzindo os seus frutos de vida, e as folhas para saúde das nações (Ap. 22.2). A mesma serve como símbolo da regeneração e conquista dos direitos perdidos com a queda. Esta imagem da árvore é tirada do relato de Gn. 2.9 e 3.22, a qual tem muita semelhança com o de Ez. 47.12. Isto expressa o triunfo absoluto da vida sobre a morte e o contraste entre a velha e a nova criação.

Ali não haverá mais maldição, porque o pecado já não existe e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro (Ap. 22.3). “E habitarão nela, e não haverá mais maldição porque Jerusalém habitará segura” (Zc. 14.11). Cristo levou a maldição e aniquilou a força do pecado. Agora, Deus será o centro de toda a vida na nova criação e aquilo que era fé passou a ser realidade.

E, na cidade não haverá mais noite porque Deus é a sua luz (Ap. 22.5). Isto significa que na presença de Deus a luz é perfeita e as trevas desaparecem por completo.

O JUÍZO FINAL

As Escrituras apresentam o julgamento final como uma estranha acção de Deus. Mas, a justiça divina exige que assim seja; não podia ser de outra maneira (Hb. 9.27; Act. 17.31). Embora a morte pressuponha ser a penalidade última infligida por causa do pecado, isto é um conceito erróneo sem apoio nas Escrituras nem na razão. Como é que justos e injustos teriam o mesmo tratamento? Por conseguinte, terá de haver um julgamento após a morte que julgue os justos (2 Co. 2.9,10) e outro para julgar os injustos (Mt. 12.36,41,42). Aliás, os santos do Senhor hão de julgar o mundo (1 Co. 6.2,3).

Os adversários do Senhor serão os primeiros dos injustos a sofrer as consequências do juízo divino. O destino de Satanás será o tormento eterno no lago de fogo; este é o inferno propriamente dito (Ap. 20.8–10). Os demais injustos irão fazer companhia à trindade satânica, que foi lançada no lago de fogo  (Ap. 19.20; 20.10,15). Na dureza de seu coração acumularam ira para o dia do juízo (Rm. 2.5,6); por isso, ouvirão estas palavras: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt. 25.41).

Em Apocalipse 21.8 encontra-se uma lista de práticas iníquas cujas pessoas serão lançadas no lago de fogo: Medrosos, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicários, feiticeiros, idólatras, e mentirosos, todos estes serão condenados porque se não arrependeram para mudar de vida.

O estado dos justos será de gozo eterno na nova Jerusalém (Ap. 21.27). Esta foi a promessa do Senhor aos seus amigos; “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo. 14.3). A morte foi vencida por Cristo, porque Ele veio para desfazer as obras do diabo (1 Jo. 3.8). Em virtude de já não haver pecado, também não haverá morte (1 Co.15.54–56). Então, estaremos com Ele para sempre na Jerusalém celestial (1 Ts. 4.17). Abençoada Esperança.

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