O Arrependimento

O verdadeiro Arrependimento

Enquan­to João pre­ga­va, preparan­do o cam­in­ho para o Mes­sias, muitas pes­soas respon­di­am ao seu ape­lo e pedi­am o bap­tismo. Mas ele exi­gia deles a manifesta­ção de sinais de arrependi­men­to. Então, todos per­gun­taram: “Que fare­mos?” Va­mos obser­var as respostas de João a cada classe de pes­soas.

 1.  “Quem tiv­er duas túni­cas, que repar­ta com o que não tem, e quem tiv­er alimen­tos que faça da mes­ma maneira” (Lc 3.11). Aqui, nota­mos que o primeiro sinal de arrependi­men­to é amor. Amar ao próx­i­mo como a nós mes­mos é man­da­men­to do Sen­hor. A pes­soa que se arrepende sin­ce­ra­mente está dis­pos­ta a mudar de vida para ser uma nova criatu­ra em Cristo (2 Co 5.17). Assim como Cristo pro­va o seu amor por nós dan­do a sua vida na cruz, tam­bém nós prova­mos o amor aos irmãos dan­do a vida por eles, 1 Jo. 3.16. As obras real­izadas em favor dos out­ros são a pro­va do ver­dadeiro arrependi­men­to e da genuí­na fé (Tg 2.15–17). O arrepen­di­do não fica insen­sív­el às neces­si­dades do próx­i­mo. Por­tan­to, arrependi­men­to é mais do que sen­tir pesar. É mudança de ati­tude em relação ao peca­do e mudança de vida. O amor não prej­u­di­ca, só edi­fi­ca.

 2.  “Não peçais mais do que aqui­lo que vos está orde­na­do” (Lc 3.13). Nota­mos que o segun­do sinal de arrependi­men­to é justiça. Justiça é recon­hecer os dire­itos dos out­ros e cumprir os nos­sos deveres. As pes­soas que se arrepen­dem deix­am de prej­u­dicar e começam a aju­dar. Não usam dois pesos e duas medi­das nos seus negó­cios porque isso é abom­ináv­el ao Sen­hor.

Lucas rela­ta o encon­tro dum fun­cionário públi­co israeli­ta com Jesus, do qual resul­tou o arrependi­men­to daque­le. Vis­to ser cobrador de impos­tos ao serviço de Roma, Zaqueu fazia o seu salário por per­cent­agem. Mas, não se con­tentan­do com o esta­b­ele­ci­do por lei sobre­car­rega­va os con­tribuintes com impos­tos mais pesa­dos. Durante o encon­tro com o Sen­hor foi con­ven­ci­do do peca­do e fez con­fis­são do seu arrependi­men­to: “Sen­hor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e se em algu­ma coisa ten­ho defrau­da­do alguém o resti­tuo qua­dru­pli­ca­do” (Lc 19.8). Zaqueu recon­heceu o dire­ito dos out­ros e dis­pôs-se a  cumprir os seus deveres. Per­ante esta ati­tude Jesus declar­ou a sal­vação na sua casa. A justiça não prej­u­di­ca, só edi­fi­ca.

 3.  “A ninguém trateis mal, nem defraudeis, e con­tentai-vos com o vos­so salário (Lc 3.14). O ter­ceiro sinal de arrependi­men­to é paz. A paz é uma car­ac­terís­ti­ca de vida nova com Cristo. Primeiro, exper­i­men­ta­mos a paz inte­ri­or como resul­ta­do de jus­ti­fi­cação (Rm 5.1). Logo, a pes­soa arrepen­di­da procu­ra viv­er em paz com todos, pois é tam­bém um sinal visív­el do reino de Deus (Rm 14.17,19).

Jesus, apre­sen­tan­do a éti­ca do reino de Deus, ensi­nou o seguinte: “Eu, porém, vos digo: Amai a vos­sos inimi­gos, ben­dizei aos que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos mal­tratam e vos perseguem, para que sejais fi­lhos de vos­so Pai que está nos céus; porque faz que o Seu sol se lev­ante sobre maus e bons e a chu­va desça sobre jus­tos e injus­tos” (Mt 5.44,45).

Por con­seguinte, os sinais de ver­dadeiro arrependi­men­to são amor, justiça e paz. Estas car­ac­terís­ti­cas devem acom­pan­har o arrependi­men­to e a fé. Sem elas nin­guém pode agradar a Deus, nem provar a sua fé. Deus con­cedeu-nos o Espíri­to San­to para nos aju­dar a viv­er des­ta maneira.

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