O Rapto dos Santos

O RAPTO DOS SANTOS

A volta de Cristo não acontecerá até que se cumpra o que está descrito em 2 Ts. 2. 3–8: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;).

Acerca da apostasia recordemos as palavras do Senhor: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?” (Lc.18.8) É preciso tomar em consideração que a apostasia é o factor número um que contribui para o aparecimento do anticristo. E por apostasia entenda-se o afastamento da fé no messianismo de Cristo, em favor doutro, porém falso, permitido por Deus (2 Ts. 2.9–11). Ele fará um pacto com Israel por sete anos (Dn. 9.27). Então, “quando disserem que há paz e segurança virá repentina destruição” (1 Ts. 5.3), no final da semana. Também, o relato de Mateus 25.31.32 diz respeito à pós-tribulação. Da mesma forma acontece com a passagem de Lc. 17.26,27 que assemelha a sua vinda ao dilúvio com a destruição dos ímpios.

Ainda que Jesus tenha ensinado que no mundo teremos aflições, ou tribulações, referia-se ao tempo presente da Igreja (Jo. 16.33), e não à grande tribulação infligida pelo anticristo, como nunca houve desde o princípio (Mt. 24.21). Por que permitiria Ele que os seus santos fossem destruídos por gente ímpia deixando de cumprir a sua promessa? Além disso, Paulo escreveu que esperava a redenção do Copo, para o que fomos selados, cujo penhor de garantia é o Espírito Santo (Rm. 8.23; Ef. 1.13,14; 4.30). Em Ef. 1.7 lemos da redenção espiritual, enquanto no verso 14 se lê da redenção física. Jesus deu instruções acerca dos sinais que precederiam a redenção do Corpo (Lc. 21.28).

Paulo lembra aos cristãos de Tessalónica algumas características da fé: Conversão dos ídolos, serviço ao Deus vivo, e esperança no livramento da ira futura (1 Ts. 1.9,10). Em 3.13 aconselha santidade a fim de sermos encontrados irrepreensíveis (com todos os santos) na vinda do Senhor. Ainda, em 4.14 esclarece que se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo também Deus levará (“axei” é o futuro do verbo grego levar) com Jesus os que dormem, para encontrar o Senhor nos ares, v. 17. Em 5.8,9 o apóstolo escreve sobre a esperança da salvação porque não fomos destinados para a ira. Esta esperança não pode ser outra senão a salvação da grande tribulação para os fiéis.

Primeiro, Ele chamará os membros da sua Igreja, e só estes o verão (1 Ts. 4.16,17). Então, em resposta ao clamor de Israel, na sua tribulação, aparecerá para conceder-lhe a vitória e o reino. Jesus, quando chorava sobre Jerusalém, afirmou que “desde agora não me vereis até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt. 23.39). Ora, Israel estará disposta a recebê-lo quando se encontrar em grande tribulação, como nunca houve (Mt. 24.21). A Vinda “ou parousia”, descrita no verso 30, será observada em toda a terra com manifestação de poder e grande glória, para pôr fim à tribulação, o que está de acordo com Apocalipse 19.

A chamada dos justos acontecerá à semelhança de Jesus. Conforme foi a Sua subida, também será a dos Seus santos; (Ap. 12.5). Acontecerá á semelhança dum rapto efectuado por um ladrão inesperado. O verbo grego usado para rapto em Tessalonicenses é “arpazo”, usado também em João 10.28 que diz: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” Note-se que ninguém as arrebatará da mão de Jesus, mas Ele as arrebatará da mão do adversário. “Arpazo” dá-nos a ideia de “arpão” de pesca no mar. Jesus pesca, arrebata, os seus santos para estarem com Ele. Paulo esclareceu que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; mas nós já não estamos em trevas para que aquele dia nos surpreenda como um ladrão (1 Ts. 5.2,4).

A RESSURREIÇÃO DOS SANTOS

Quanto à ressurreição dos mortos será conveniente lembrar o que o primeiro doutor da Igreja ensinou em 1ª Coríntios 15.35–49. “Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual” v. 44. E isto diz respeito a todos, mesmo aos de Apocalipse 20.4. Se ali é dito que os degolados viveram, entenda-se que receberam novos corpos, espirituais, isentos da corrupção. Quanto aos outros, no verso cinco, só tiveram (ou terão) essa experiência no final dos mil anos para comparecer no julgamento final e serem condenados.

A dificuldade em entender duas ou três ressurreições poderá ser resolvida com o versículo 23 de 1ª Coríntios. Imediatamente antes da Tribulação, ressuscitarão os que morreram em Cristo seguindo as primícias. Imediatamente após a Tribulação ressuscitarão aqueles que se decidiram por Cristo e foram degolados porque não adoraram a besta, nem a sua imagem, nem receberam o seu sinal. Todos estes fazem parte da primeira ressurreição, cujas primícias é Cristo.

Quanto aos outros, estão reservados para comparecer no Trono Branco: “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.  E aquele que não foi  achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo)  Ap. 20.13–15.

Assim, há duas ressurreições com intervalo de mil anos, como há duas mortes, a separação do corpo, e a separação de Deus. A palavra viveram “ezêsan” naturalmente não exige uma ressurreição física; mas, aqueles que deram a vida por Cristo hão-de viver ao Seu lado com esses corpos celestes dados por Deus (cf. 1 Co. 15.38,40), semelhantes ao do seu Senhor que vive “zoê” eternamente: “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém” (Ap. 1.18).

Ler ainda A Grande Tribulação

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